A questão da leitura é toda uma outra área. Eu não estudei muito sobre leitura e aquisição de escrita e leitura, então vou dar um palpite bem amplo.
Quando você lê a palavra "oi", pode até pronunciar mentalmente os dois fonemas, o o, depois o i, pra depois entender o que oi significa. Mas, quando você vê o "o", você nÃo pensa que precisa arredondar os lábios e colocar a língua em determinada posição. Essa parte é automática. Da mesma maneira, você só vai pensar que está buscando uma palavra no seu léxico mental se der pau. Exemplo: você conhece a palavra "entrava", certo? Mas olha essa frase: "o navio espanhol entrava... o navio brasileiro no porto de Santos". Hahá, deu pau! Enquanto você lia "entrava", automaticamente voce pensou no verbo entrar, porque é mais comum, recorrente. Mas entrar pede preposição em, e a dita-cuja não aparece, vem logo o artigo "o". O que o seu cérebro faz? Busca outro significado pra entrava, e encontra o verbo entravar, conjugado no presente. Legal, ne? Enquando você lia tudo isso, não ficou pensando se tava pronunciando todos os fonemas.
Talvez o mesmo aconteca com o chinês. Ele provavelmente nÃo fica pensando no significado do kanji (não chama kanji em japonês, né?), talvez acesse, de cara, o significado mais comum daquele kanji e sua pronúncia. Se der pau na leitura, talvez ele recorra a outra pronúnci,a outro significado... ou até um dicionário, hehe!
Mas esse é um mistério da mente humana: como é que a gente pensa? Existem muitos estudos a respeito disso, em psicolingusitica experimental. Será que a gente pensa em palavras? em sons? Em imagens? em mentalês, a língua da mente? Mas isso é assunto pra outro post...
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